quinta-feira, 18 de junho de 2009


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda

7 comentários:

stella disse...

Molto bella, Carla.
Baci

Maria Emília disse...

Poucos poetas conseguiram chegar ao coração humano como o fez Pablo Neruda.
"(...)Quero que o que amo siga vivo
e a ti amei e cantei sobre todas as coisas,
por isso segue florescendo, florida(...)"

Pelos caminhos da vida. disse...

Todo sentimento precisa de um passado pra existir,a amizade não.
Ela cria como por encanto um passado que nos cerca,ela nos da a consciência de havermos vividos anos a fios com alguém que a pouco era um estranho,ela supre a falta de lembrança como espécie de mágica.

Bom dia.

Beijooo.

Denise disse...

Ha dois anos atras,ganhei do meu filho mais novo,um livro lindissimo capadura com TODOS os poemas de neruda,desde então eu e ele (o filho) lemos sempre algum e o colocamos em pauta para conversas deliciosas sobre VIVER.

adorei reconhece-lo aqui

Denise

Yasmin disse...

q linduuu
qndo puder
meu blog
http://yasminmantsoni.blogspot.com/

Úrsula Avner disse...

poema de grande sensibilidade querida Carla. Bjs no coração.

O Profeta disse...

Não há longe, teu mundo a ilha
Tens andar gingão mesmo à maneira
O verde é manto que te afaga os pés
O mar é o teu azul por cabeceira

Passos ao encontro
Alma cheia de cor e ilusão
Braços abertos à aventura
O mundo na palma da mão

Bom fim de semana


Mágico beijo