segunda-feira, 4 de maio de 2009

INDOLÊNCIA...



@
Sinto um prenúncio de poema pela metade,
inquiro-me da assombração do meu descuido,
não me alheio das preguiças da vida,
tornando-me dócil... depreciando-me...
@
Palavras soltas são como o vento,
ouvimos, mas o ritual torna-se inconstante,
sem vínculos, sem módulos, sem ângulos,
obstruídas, deslocadas, desencontradas.
@
Tenho urgência de reunir pensamentos.
Os vocábulos ausentam-se, agonizantes,
rascunho perfis mergulhados em fantasmas,
tento reerguer-los. São embaraçados.
@
As forças esvaíram-se.
É imenso o temor de reconstituí-los
mergulho numa vastidão de incertezas,
as silhuetas me confundem.
Esfalfada, paro sem remate.

PRETENSÃO...

Eu queria ser um poeta
e voar despetalada.
Segurar-me-ia
à emoção inconsequente
em cada folha que fosse desfolhada.
@
Eu queria ser um poeta
e experimentar sensações alucinantes
hospedar-me-ia
em seu coração
costurando seus melhores anseios.
@
Eu queria ser um poeta
e garatujar suas divagações
iluminaria
a semente que plantei
no meu invisível jardim.
@
Eu queria ser um poeta
e sorrir diante do esquecimento
deitar--me-ia
na mormatez da noite
silenciosa e arguta.
@
Eu queria ser um poeta
e cavalgar nas almas sábias
deixar-me-ia
levar frouxamente
alinhavando-me nas esquinas da vida.
@
Eu queria ser um poeta
Ah!!!... Como eu queria.
@
Marlene Gomes

3 comentários:

Úrsula Avner disse...

Oi minha linda, poemas belos , de grande sensibilidade. Parabéns pela postagem. Um beijo com meu carinho.

Leila Diniz disse...

. A D O R OOOOOOOOOOOO passar por aqui e encontrar os textos.
. hj finalmente fui ao banheiro e decidi me pesar, resultado da orgia do final de semana prolongado: 0,500kg a mais, estava com 55,800kg, estou com 56,300kg, mas não é motivo para pânico, a meta é de 54kg até 30/07 (um ano de ra).
. beijinhos mil.
. fique com DEUS.

Maria Emília disse...

Palavras muito bonitas, minha querida amiga. É bom querer para alcançar. Como nem sempre sabemos exprimir bem o que queremos, nem sempre recebemos o que pedimos. Mas recebemos sempre.
Um beijinho,
Maria Emília