segunda-feira, 28 de julho de 2008

MUITOS MISTÉRIOS...

Há pessoas que não acreditam em milagres. Outras, por experiência ou por fé, acreditam e o afirmam.

O que é um milagre senão algo de excepcional que nos acontece, ou aos outros e que não achamos explicação em lugar nenhum?!

Para alguns, milagre é ver alguém curado de uma doença da qual estava condenado; para outros, um deficiente sair andando normalmente. E uma pessoa que sobreviveu a um acidente de avião? E então, segundo a fé que se tem, acredita-se ou não. E provavelmente quem não tem fé não acredita nunca.

Mas para muitos, felizmente, tudo é tão mais simples...

Não é um milagre ver um bebê que passou nove meses no ventre da mãe e que depois nasce com personalidade própria, características próprias? E quando a gente se esquece completamente da dor quando tem aquele ser pequenininho nos braços... Quem ainda não teve a bênção de viver essa experiência deveria experimentar e quem já teve... sabe bem do que estou dizendo!

Quem já plantou uma semente minúscula e viu dali brotar uma árvore teve certamente uma sensação parecida.

A vida está cheia de milagres, a gente é que não sabe ver. Uma bola de fogo pendurada em nada e que vem cada dia para iluminar nosso dia é um milagre cotidiano; sua companheira, a quem raramente encontra, que nos oferece belos espetáculos e faz sonhar os poetas, também é um milagre cotidiano;

Dois corações que se apaixonam sem nenhuma explicação não é também?!

É maravilhoso poder acreditar que existe algo além do que podemos sentir ou tocar. As pessoas que se extasiam diante dessas belezas que nos cercam diariamente são provavelmente mais felizes que outras.

E ter um coração que pode sentir felicidade em meio a tantas tribulações já não é um milagre?

Acredite na vida! Olhe em volta de você e verá que existe bem mais belezas inexplicáveis no mundo do que nosso coração em toda sua existência poderia sonhar.

Sente-se um dia ao entardecer e aprecie o pôr-do-sol, ou acorde bem cedo para ver a aurora... São espetáculos únicos e que não têm preço. Olhe em sua volta, plante uma semente, dê um pouco de você mesmo a quem precisa, faça alguém sorrir...

Afinal, a gente nem sempre se dá conta... mas... cada um de nós já é um milagre da vida!!!

2 comentários:

Carla Fabiane disse...

Se existe um vazio dentro de nós é por que não aprendemos ainda a
preenchê-lo. Esperamos pelo amor, por uma resposta, por bênçãos que nosso coração pede a Deus em segredo ou clama em alta voz. Concentramos nossos pensamentos, nossa força, nossa vontade ao que possivelmente virá e nos desgastamos na espera. Murmuramos. Lamentamos. As coisas sempre parecem chegar mais rápido para os outros, mesmo se nosso coração ignora o tempo que esperaram e mesmo se aquilo lhes satisfaz. Vemos a vida dos outros com uma lupa, estabelecendo comparações não com o que possuímos, mas com o que nos falta. E o vazio que sentimos aumenta e aumenta...

Ah! Recebemos tanto da vida! O maná nos é dado diariamente de várias formas, em pequenas gotas que deveriam encher nossa alma o suficiente para que possamos viver uma vida de ação de graças. Uma casa é sempre construída tijolo por tijolo e os mais lindos palácios também. As coisas que nos caem nas mãos todo feitas têm sabor diferente do que aquelas que aprendemos a conquistar.

Saber valorizar o que já possuímos é a base da sabedoria que Deus pede de
nós. E é também o primeiro passo na conquista daquilo que Ele nos prometeu.

Aqui vai nosso texto para hoje e se há algo que eu possa desejar a vocês é a
felicidade de contentarem-se com o que têm, não com a acomodação dos que não esperam mais nada, mas com a alegria de saber que se hoje temos, amanhã não nos faltará.

Carla Fabiane disse...

Eu gostaria de saber onde está a origem da nossa insatisfação. Buscamos grandes coisas, esperamos grandes coisas, aquelas que possam fazer com que nosso dia fuja do extraordinário.
Viver nunca nos parece suficiente, esperamos sempre mais e quanto mais temos, mais desejamos. Olhamos as pessoas à nossa volta, cremos que são felizes, achamos que a vida parece bem mais simples pra elas, que o melhor sempre vem para os outros.
Não nos basta ter uma terra prometida, queremos que seja a mais vistosa de todas. Mas nenhum castelo será bonito o suficiente para nos satisfazer, se não aprendermos a nos bastar com pouco que recebemos da vida.
Ansiamos por grandes chuvas e nos esquecemos de nos contentar com o sereno da madrugada, suave e refrescante.
Há bênçãos que tardam a vir e não compreendemos o porquê. Enquanto isso, ao invés de aproveitar as gotículas que recebemos a cada dia, nos perdemos em murmurações.
É muito mais fácil reclamar do que não temos do que reconhecer que o que possuímos são tesouros em pequenas e diversas pedras que se incrustam no nosso dia-a-dia: a saúde, os filhos, os amigos, um abrigo, o fato de termos o que comer, vestir e ainda, como coroa, esse imenso quadro da natureza que o Senhor pintou e deu vida para nosso deleite.
Viver do contentamento de ser o que somos, de ter o que temos é agradar ao coração de Jesus, que nada possuía quando veio, mas nem por isso era menos rei.
Somos o que somos e o Senhor nos dá o bastante para nossa felicidade. Ansiar por mais é fechar as portas aos pedacinhos de bem-viver com os quais o Ele nos presenteia.