segunda-feira, 28 de julho de 2008

MUITO IMPORTANTE...

Às vezes você fica pensando em como certas pessoas são populares, vivem cercadas por outras. E lá no fundo nasce aquela pontinha de inveja, que você nem quer confessar. Talvez você quisesse saber o segredo para se ter amigos, estar de bem com a vida, despertar o coração de alguém.

Mas você se acha desajeitado demais, ou feio demais, não gosta disso ou daquilo em você mesmo. Na verdade, você se conhece um pouco, mas não se aprova.

E se você não se gosta, não há nenhuma razão para que gostem de você. Se você mesmo não quer ser seu amigo, por que outros iriam querer? Se você não se ama, por que outros te amariam?

As pessoas reagem conosco segundo o reflexo que damos para elas. Se você é sempre sorridente, alegre, vai ter pessoas à sua volta; se é mal humorado, vão te olhar de lado e evitar sua companhia. E como uma bolinha de neve descendo a colina, a situação tende a tornar-se cada vez mais complicada.

O caso é que você está sempre querendo agradar os outros, não a você. Você busca aprovação exterior, quando você mesmo deveria aprovar-se.

Aprenda, então, primeiro a amar-se. Apaixone-se por si, sem exageros, mas de amor sincero.

Faça uma lista das coisas que você mais gosta em você e das coisas que não gosta.

Realce aquilo que gosta. É importante. O que resta, questione-se sobre um jeito de mudar a situação, de maneira que você possa crescer em auto-conhecimento e auto-valorização.

A opinião que temos de nós é muito importante. E, mesmo se dizem que não, a opinião que os outros têm de nós é importante também, mesmo se em menor escala. Mas atenção: uma opinião exagerada de si mesmo tanto num sentido como em outro é nociva. O equilíbrio é fundamental.

Sem interferir na sua personalidade, você pode mudar. Aprenda a ser uma pessoa bonita, sem buscar aprovação exterior, isso virá como conseqüêcia.

Quando se arrumar, faça por você. Use cores que te vão bem, mude o corte de cabelo ou o penteado, pense na vida como uma caixinha de surpresas, não um abismo.

Ponha um sorriso no rosto, mesmo quando estiver sozinho. Lembre-se sempre de coisas engraçadas ou bonitas, isso te dará um ar feliz. E felicidade de dentro traz beleza pra fora, pelos olhos, pelas atitudes, pelos gestos e até pelo falar.

Cultive a serenidade, aprenda a paciência e a arte de saber ouvir. Fale um pouco menos e olhe mais nos olhos dos que falam com você, isso passa segurança. Quando não souber o que dizer, dê um abraço. Isso vale também.

Procure fazer coisas que gosta. Faça-se prazer, presenteie-se de vez em quando.

Cuide de sua saúde física, mental, espiritual. Não cultive ressentimentos, eles são ervas daninhas e tornam as pessoas feias. Cultive mais a palavra perdoar.

Ter estrelas no céu é bom e bonito, mas só vemos nas noites escuras. Traga, então, estrelas dentro do seu coração. Assim você poderá levá-las para todo lado e oferecê-las se seu coração pedir. Acredite em mim: todo mundo gosta de receber estrelas de presente.

São as pequeninas coisas que conduzem nossa vida. E influenciam nosso ambiente. Sentir-se bem consigo é dar aos outros o presente de um nosso eu satisfeito. Todo mundo é beneficiado.

Antes de dormir, sempre pense em algo bonito e deixe as preocupações para o dia seguinte. Dormir preocupado não resolve problemas, então melhor é dormir feliz.

Ame-se! Por mais que seja difícil, ame-se! Um pouquinho mais a cada dia! Suba esse monte sem pressa, não desista do caminho. Você é um ser importante. Para si, para o mundo, para Deus.

2 comentários:

Carla Fabiane disse...

Se pensamos bem, não somos muito humildes. Ou poucos são. Somos insubmissos. Nas nossas necessidades vamos a Deus, mas damos a Ele as respostas prontas daquilo que queremos. Já ouvi mesmo pessoas dizendo, em oração, "eu não aceito isso."
Mas Deus não é nosso servo, embora nos sirva. Ele é Senhor. E Ele conhece nosso coração além de nós e se Ele nos tira algo, certamente nos dá outra coisa ou nos ensina algo.

Às vezes as pessoas me escrevem esperando que eu dê uma solução para algum problema. E minha solução é sempre a mesma: buscar a Deus, buscar sabedoria, orar, não para que os problemas se apaguem, mas para que se resolvam da melhor maneira, para que aprendamos algo e possamos passar nossas experiências para outras pessoas. Não podemos evitar certas estradas, mas podemos aprender a caminhar por elas porque o importante não é o caminho, mas o fim dele.

Carla Fabiane disse...

As adversidades chegam quando menos esperamos. Elas não se anunciam, como as grandes tempestades ou os vulcões, elas aparecem, simplesmente. Nos pegam de assalto, nos deixam estáticos, sem reação.

E nós que pensávamos que certas coisas só aconteciam com os outros, sem nunca refletir que somos os outros de outros! Estamos sim, debaixo do mesmo céu, sujeitos às mesmas ventanias, aos mesmos vendavais, somos tão vulneráveis quanto quaisquer outros seres humanos.

Mas aprendemos que vida é luta e por isso lutamos. Utilizamos todas as armas colocadas à nossa disposição e com a permissão de Deus.

Deus!!! Ah, sim... nos lembramos dEle com mais freqüência. Todas as pessoas não possuem essa habilidade de cada manhã e cada noite chegar aos pés dEle para agradecer pela saúde, pela felicidade, por que tudo vai bem. Mas quando o mundo cai na nossa cabeça é como se descobríssemos essa verdade irrefutável: Deus existe!

E com o coração dolorido e cansados, continuamos lutando, fazemos nossa parte, tentamos segurar a vida até que nos sentimos impotentes e nos dizemos que nada mais há a fazer.

Seria preciso termos a paciência de Jó para esperarmos com a certeza que dias melhores virão.

Portanto, há ainda, com o sopro de vida, uma última esperança: a oração! Quando achamos que perdemos tudo, podemos ainda dobrar os joelhos para chegarmos à presença de Deus.

É difícil aceitar o sofrimento e a dor, mas a aceitação é o primeiro passo para melhor vivê-los, suportá-los e, quem sabe, vencê-los. Não somos assim tão diferentes dos outros, não possuímos casas construídas sobre rochas e somos vulneráveis, precisamos reconhecer isso antes de tudo. Somos humanos. Humanos e dependentes dAquele que nos criou.

Muitas vezes é necessário cairmos para que reconheçamos o quanto precisamos de uma mão; é preciso uma doença para aprendermos o valor da vida, para que saibamos o que significa união, como um balde de água fria na nossa cabeça que nos acorda e nos deixa mais atentos. Olhamos mais à nossa volta, percebemos que nossos sentimentos são mais sólidos e visíveis do que pensávamos, despertamos, talvez, para pessoas que estavam perfeitamente invisíveis aos nossos olhos.

A dor une muito mais que a felicidade, porque as pessoas procuram apoiar e se apoiar. E ela nos abre os olhos para Deus.

Não... tudo não está perdido! Mas nem sempre a solução é a que esperamos ou desejamos. É preciso que, com joelhos no chão e coração aberto possamos estar prontos para receber, não o que merecemos, mas o que precisamos, que seja a cura, a vida ou a consolação.

Jesus aceitou a cruz porque sabia que seria vitorioso. E que, hoje, possamos aprender com Ele a aceitar nossos fardos, não como castigos, mas como lições de vida, dessas que vamos descobrindo devagarinho, que doem, mas que nos levam adiante, sempre vitoriosos, porque sabemos que não carregamos sozinhos.