segunda-feira, 28 de julho de 2008

MUITAS CRIANÇAS...

As crianças, bem mais que adultos, utilizam diferentes formas de comunicação. Se elas são espontâneas muitas vezes, em outras não sabem direito como exprimir o que sentem e acabam se manifestando em atos que podem ser mal interpretados.

Bebês se comunicam através do choro e podem pedir colo, atenção, comida ou carinho, sem que uma palavra saia da boca.

Um pouco mais tarde, a criança se comunica através das artes, que não são de modo algum a vontade de fazer algo errado, mas a curiosidade, a descoberta do mundo e, principalmente, chamar a atenção para a sua existência, em particular se uma outra criança estiver a caminho. E é com naturalidade que dão de si, que abraçam, beijam, dizem te amo. A maneira como o adulto recebe e corresponde, vai determinar o comportamento dessa mesma criança com outras pessoas na idade adulta.

É por isso que muitos adultos não conseguem chegar para os pais e dar aquele abraço espontâneo, sincero, sem barreira. E elas usam outras maneiras para dizer que amam, por que amor existe, sem dúvida. Ele só não consegue é ser expressado.

Quantas vezes não dizemos te amo ao nosso melhor amigo e quando estamos diante dos nossos pais nós nos calamos? E principalmente quando chega assim uma ocasião especial, o coração fica lá gritando e gritando e a gente não faz nada, a gente se sente como um estrangeiro diante daqueles que nos conheceram a vida inteira!...

No nosso interior dizemos te amo, por que sabemos o quanto nosso coração palpita. Mas trocamos nossas palavras por uma visita, um abraço rápido ou até um presente.

E então o tempo passa... e quando os nossos começam a descer a pirâmide da vida, muitas vezes são eles que falam de outras maneiras o quanto precisam de nós, da nossa atenção, presença e, sobretudo, amor. E eles ficam doentes, tornam-se ranzinzas, reclamam disso ou daquilo, quando tudo o que querem é um abraço longo, apertado e um te amo que talvez nunca tenha saído dos próprios lábios.

Que bom seria se, compreendendo isso, as pessoas pudessem transformar a agonia do coração em um gesto inesperado de ternura e quebrar todas as barreiras existentes!...

Que bom seria se pudéssemos dizer eu te amo enquanto ouvidos surpresos ainda pudessem ouvir, se pudéssemos oferecer flores enquanto olhos atentos pudessem ainda apreciá-las!

Tenho certeza que isso diminuiria muito as visitas aos médicos e isso resolveria muito dos problemas... do coração!


E, mais uma vez digo, EU AMO VOCÊS! Só o amor pode transformar vidas, mudar destinos, trocar direções, dar outro rumo à vida. Só o amor pode deixar a vida mais serena e mais bonita. E meu desejo hoje é que tenham uma vida plena de amor!


Possibilidades.
Vendo cores, vivendo cores, formas e novas cores.
Re-inventando tudo, adaptando, imaginando e buscando o ideal.
Assim fazemos com coisas e coisas, sejam móveis ou apetrechos, isso e aquilo; e principalmente com nossa vida.
Uma cor completa a outra, e juntas formam o tudo. Completam-se da mesma forma que eu e você, simples assim, como ouvir uma música e viajar em pensamentos.
Os dias se passam, e a expectativa aumenta na mesma velocidade que a vontade loca de levar tudo para o futuro cantinho.
Tudo tão perfeitamente perfeito. Simples.
Ficar parado a imaginar como será tudo, rotina, vida, coisas, é tão bom. Demais.
Eu. Você. Nosso cantinho. Tudo nosso, eu e você, você e eu. Repete-se palavras mas não o sentido.
Viajar e amar. Amar e viajar. Pirar (às vezes) em palavras.
Amar. Amar e amar.
Não quero mais nada, apenas colorir ainda mais esses lindos sonhos, que se tornam realidade a cada dia. Ao seu lado...



Minha infância dias de felicidade pura inocência a paz estava no ar muita coisa boa pra viver e sonhar, sorriso largo mil abraços de mamãe e papai a noite via estrelas a brilhar o som da viola a tocar uma canção de amor. Nos braços dos anjos adormecia na esperança de um novo dia de alegria. Como é bom a lembrar da minha infância querida e o tempo que passou hoje resta a saudade daqueles momentos indo que a vida me proporcionou com muito amor.



Um comentário:

Carla Fabiane disse...

E é assim... às vezes nem sabemos por que fazemos isso ou aquilo, ou reagimos de uma maneira ou outra, nós simplesmente fazemos, pois foi isso que vimos, foi isso que aprendemos, carregamos e acabamos passando para os nossos. Com nossos sentimentos e atitudes é igual. Alguém que nunca ouviu te amo dos pais provavelmente não dirá aos filhos e esses provavelmente vão agir da mesma maneira. A regra não é obrigatória e eu sei que muitos quebram, felizmente. Mas isso existe... e quando refletimos sobre as barreiras que colocamos nos nossos sentimentos, podemos notar que estamos já carregando isso há muito tempo e mesmo se tivemos vontade de nos livrar desse fardo, continuamos carregando continuamente.